A primeira providência óbvia foi submeter a moto a avaliação de um mecânico pra saber as condições, e revisar o que fosse necessário. A Sahara me surpreendeu nesse aspecto, JC obrigado por ter cuidado tão bem dela, foi necessário a troca dos rolamentos da roda traseira, engraxamento da suspensão traseira, lubrificação dos cabos de acelerador e embreagem já que aparentavam estar muito bons, troca de óleo e filtro, verificação dos freios, troquei o pneu dianteiro que estava no osso já, o traseiro é um Michelin sirac meia vida então fui tranqüilo. Falando deles mandei aplicar a vacina de pneus, como precaução extra ainda levei um spray reparador de pneus que enche dois pneus e promete reparar o furo enquanto enche. O recomendado seria ter levado duas câmeras e as ferramentas necessárias pra realizar a troca emergencial, assim como cabos extras de acelerador e embreagem mas não tive problemas com isso durante o trajeto.
Falando das ferramentas levei o kit original da moto, mais chaves das mesmas medidas e de qualidade melhor, alicates, chaves Allen, lanterna, fita isolante, canivete, tesoura, chaves fenda e Philips, lubrificante pra corrente de transmissão, e uma garrafinha com óleo de motor pra completar no caminho. Motores consomem óleo, é bom lembrar...
Pra bagagem comprei na general, centro de SP, uma mochila grande qu não é totalmente impermeável mas vem com uma prática capa de chuva escondida na parte de baixo, coube todas as minha trocas de roupa e sobrou espaço pra mais umas tralhas. Coloquei o bauleto no bagageiro da Sahara pra levar ferramentas, capa de chuva, luva, balaclava, o netbook muito bem acondicionado, mais uma ou outra coisinha que faltou. A câmera fotográfica, óculos e carteira foram devidamente acondicionados em uma prática mala de tanque improvisada, ao ver os 250 pedidos por uma nas lojas, as mulheres da minha vida deram um jeito rápido, rsrs, lancheira de criança, não é 100% impermeável mas dá um adianto, elásticos largos, 4 ganchos da aranha de prender capacete, silicone na parte interna das costuras, e uma touca de hidratação de cabeleireira, ela é de um plástico resistente e transparente, pra envolver a bolsa em caso de chuva. Custo total de 35 reais.
Infelizmente não posso atestar a impermeabilidade já que não peguei uma gota de chuvas nos 9 dias de viagem, mas a praticidade ficou 100%, principalmente na hora dos abastecimentos e tirar as fotos na estrada!A roupa consistiu na velha e surrada calça jeans, uma calça de lã pra usar por baixo, camiseta leve, uma blusa de lã justa, uma blusa de agasalho tb justa e a jaqueta semi-impermeável da HLX com proteções que tenho, não é uma Tutto mas já me livrou em uma queda. Luva impermeável e bota da Quechua, é uma de trakking impermeável, não muito cara e muito confortável.
O roteiro é parte importante, mas como ia pra casa de parentes e amigos não dei muita atenção a isso antes. Em caso de ir pra lugares que não conheço com certeza esse vai ser dos detalhes mais importantes da preparação.
Como lembrado pelo meu amigo JC faltaram os protetores auriculares que minimizariam o barulho de vento, mas lembrar de todos os detalhes é difícil e esse fica pra próxima!
Um comentário:
Parabéns pelo blog, excelente a descrição da viagem, atiçou meu desejo de fazer uma também (espero que seja em breve).
Continue postando voltarei ler sempre.
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