Já um tanto recuperado do cansaço, mas ainda inebriado pela realização, me dispus a contabilizar a viagem, foram exatos 3.172km percorridos, 145 litros de gasolina que somaram R$ 371,00 e 2l de óleo de motor por R$ 24,00 no interior de Minas, a Sahara fez média de 21,76 km/l, o que foi um bom consumo se considerar que mantive velocidade de cruzeiro entre 110 e 120 km/h a maior parte do caminho. Claro que somei apenas os gastos da moto e não os meus próprios, esses devem ter ficado em torno de R$ 100,00 durante o trajeto com alimentação e os pedágios da Fernão Dias (55 centavos cada...), com certeza não passou disso já que não dormi na estrada em nenhum momento e isso eliminou os gastos com hospedagem.
Analisando mais calmamente, a Sahara demonstrou ser uma escolha bem acertada para a proposta que eu tenho de uso, dia-a-dia na cidade e algumas viagens de vez enquanto sem me preocupar muito com o terreno, uma moto com esse perfil, que fosse acessível pra comprar e manter realmente é difícil e não se tem muitas opções, optei por ela e não me arrependi em nada.
Paguei barato, é uma moto muito robusta, dá pra manter no cotidiano sem muitos problemas e atende perfeitamente a minha necessidade. Claro que estando a 130km/h na BR-040 sem nenhum carro à vista, retas longas sucedidas por curvas suaves e num asfalto muito bom me deram muita vontade estar com uma moto maior, com mais motor, mas ela me surpreendeu pelo bom desempenho aliado ao consumo satisfatório para a idade e tecnologia antiga. Algumas coisas decepcionaram também, a proteção aerodinâmica oferecida pela carenagem é boa a ponto de ser possível soltar uma das mãos do guidão a 120km/h sem o menor perigo, mas a bolha pequena joga todo o vento em cima do capacete e, como o meu não é um bom modelo, o barulho do vento torna-se extremamente incômodo depois de poucos quilômetros.A estabilidade dela também surpreende, permite uma tocada forte pra categoria dela com total segurança, nas curvas da BH-Vitória sofri bastante por conta do asfalto muito irregular e as curvas muito fechadas e sucessivas, que deixavam a impressão de suspensão mole demais e que ia sair da curva a qualquer momento, mas confesso que o desconhecimento da estrada somado à minha pouca habilidade em pilotagem ajudaram a encontrar o meu limite muito antes do limite da moto. Melhor pra mim que me mantive inteiro até a volta! Os sustos foram apenas dois: em uma dessas curvas com a moto bem deitada e quase me sentindo um piloto, apesar da baixa velocidade a curva era fechada e bem longa exigindo muita inclinação, dei de cara com dois caminhões lado a lado no meio de uma ultrapassagem, em local proibido claro, impedindo completamente minha passagem, foi o tempo de endireitar a moto e frear, e haja paciência até o bendito caminhão terminar de ultrapassar a carreta em pela subida pra eu continuar o caminho. O outro foi durante a mesma subida de serra, um tiozinho num corsa pressionado pelo farol alto do cara de trás resolveu dar passagem sem notar que eu estava na pista ao lado, freio, buzina e o susto do tiozinho. Graças a Deus nada demais!
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