Já faz um tempo que não posto no blog, é verdade, mas inicialmente ele surgiu como forma de compartilhar principalmente a minha pequena aventura na Shaara, uma vez cumprido seu propósito...
Bem mas retomo as postagens por conta de um assunto que muito despertou meu interesse nos últimos meses: a nova Yamaha Ténéré 250.
É impressionante a ansiedade que o mercado, através dos meios de comunicação, aguardou ansioso o lançamento dessa nova concorrente da tão nova e já consagrada Honda XRE300, ansiedade da qual eu compartilhei é claro. Mas eis que vem a Yamaha e coloca no mercado com toda a pompa e mistérios pré-lançamento... uma Lander com vestido de estrada. Só.
Assim como eu a maioria dos motociclistas que conheço viu a ansiedade ser frustrada pela apresentação de um produto aquém do que esperava. Como um monte de gente deve ter feito li o que pude sobre ela, no começo do mês comprei a revista Motociclismo pra ter a 1ª matéria oficial sobre a bbzinha da família Ténéré, e vi sem muita surpresa que a opinião da revista era a mesma que a nossa: frustração. Como disse a revista no máster test: “ Olha o contra-ataque da Yamaha, o zagueiro despacha, o atacante tira a zaga, limpa o goleiro, olha a chance, chutooooou... na trave!”
A Yamaha inovou com Fazer/Lander principalmente no motor, 249cc injetado, tecnologia embarcada e durabilidade juntas, a Honda demorou mas deu o troco com seu motor de 300cc e desempenho superior. A Yamaha demora mais de um ano pra responder e lança um produto com design inovador, proposta inovadora pra marca nessa faixa de cilindrada, e coloca a mesma alma envelhecida do passado, ainda inferior à concorrente que pretensamente quer desbancar...
Mas o que me chamou atenção e motivou essa postagem foi a matéria sobre a mesma moto feita pela revista Duas Rodas que comprei ontem. Parece que as duas revistas falam de motos diferentes tal a disparidade entre as opiniões. Na Duas Rodas só elogios e se eu tivesse lido apenas ela corria pra concessionária hoje mesmo!
Fica aí os meus parabéns à Motociclismo e sua imparcialidade, ao teste completo e comparação justa com as concorrentes, inclusive as da própria Yamaha, XTZ250X e Lander que continuam em linha, demonstrando em medições claras que a novíssima Ténéré 250 perde pra irmãzinha Lander em aceleração, retomada, velocidade final e consumo, ganhando apenas em distância de frenagem. Bola fora da Duas Rodas que "estimou" a vitória da Ténéré em todos os aspectos.
Mas enfim... esse é o nosso mercado e essa a visão que as gigantes japonesas têm de nós não é?